
Em cima da nuvem branco-sujo, passeia por uma espécie de túnel com cores néon, o tão fantástico caleidoscópio, viaja, viaja...
Oh! Parece que anda dentro da máquina-de-lavar-roupa... Voltas e voltinhas, rodopios, giros... Sem nunca perder a noção das cores néon envolventes.
Parece um corredor sem fim, uma viagem sem destino á vista.
Oh! De repente, sem aviso, surgem zebras cor-de-rosa e verdes, leopardos azuis e brancos e girafas roxas e amarelas!
Na sua nuvem branco-sujo viaja por um mundo estranhamente colorido, estranhamente... Estranho!
E gosta.
Rodopia, gira, gira, gira, e viaja, a grande velocidade, mas sem que as coisas (coisas?) e tudo (tudo?) o que vai surgindo perca nitidez.
Oh! E ri-se á gargalhada. De pura vontade!
Aqueles animaizinhos estranhos (bizarros), aquela nuvem branco-sujo, tudo aquilo estranhamente estranho, estranhamente familiar e estranhamente bom, tudo aquilo lhe enchia as medidas, não havia espaço para mais nada.
Viu o mar, era azul metalizado, e o sol, esse sempre amarelo, ao bater no mar fazia com que ele ganhasse reflexos de todas as cores (néon) possiveis e imagináveis.
Sim! Era assim que, com 18 anos, ela via o mundo!
Pessoas a negativo, mas negativo néon! Nada seria como era!
Sim, com 18 anos, ela via o mundo assim.
Oh... mas... 18 anos é o que ela tem agora... 18 anos é o que tenho agora.
Patrícia Moreira.